terça-feira, 25 de outubro de 2011

Saudadinha do ontem...


Sei que, além de falar por mim, falo por todos que como eu estão na faixa de 20 e tantos anos até 30 e poucos: a TV na nossa infância era muito mais legal.
Claro, hoje em dia a geração atual tem milhões de novas formas de diversão, os video-games são muito mais fodas e tal. Mas não era bom sentar em frente a TV de manhã e simplesmente ver um bom desenho?
Nos anos 80 e até o começo dos anos 90 isso era muito comum, e muito bom. E em homenagem a esses verdadeiros clássicos que divertiram nossa infância e de certa forma até moldaram nosso caráter, preparamos uma lista com os 10 desenhos mais clássicos dos anos 80:
Clique aqui para ler a continuação desse post e conferir a lista.

10 -- Transformers

Claro, a Megan Fox é gostosa pacas, e um Camaro é um carro que todo homem gostaria de ter (até por ser o caminho mais fácil para pegar uma mulher como a Megan Fox). Mas se você falar o nome “Transformers” para qualquer cara que tenha crescido nos anos 80, a primeira coisa que ele vai lembrar é do Bumblebee fusquinha e daquele caminhão fodão que conhecíamos como Líder Optimus, e não Optimus Prime.
O desenho clássico dos Transformers tinha toda a ação e tecnologia surreal que uma criança de 6 anos precisava na vida.

9 -- Nossa Turma

Ok, taí um desenho que era meio, hmmm… boboca (acho que resgatar um xingamento infantil faz todo o sentido nesse post, né?). Mas não dá pra excluir o grupo de amigos animais que morava num trailer entre os desenhos clássicos. Primeiro porque a imagem bizarra de um alce sendo popular é difícil de apagar, e segundo porque a música tema era chiclete demais:

8 -- Ursinhos Gummi

Se alguém duvida da influência e popularidade dos ursos que viviam várias aventuras nos tempos medievais,é só ir em qualquer festa de universitários e lembrar que aquela bebida a base de vodka que toda menina está tomando tem o nome justamente inspirado na poção que os personagens do desenho usavam para ficarem mais fortes e saltitantes.

7 -- Smurfs

Analogias com cogumelos alucinógenos e indagações sobre uma sociedade com uma única fêmea fazem parte do nosso imaginário hoje em dia, mas quando crianças, tudo que importava era saber como raios os azuizinhos iam escapar do Gargamel.

6 -- Muppets Babies

Uma versão mega-infantil e em desenho de personagens que já eram bem infantis. Não parece tão legal, é? Mas Muppets Babies ia contra essas expectativas e era bem divertido. Seja pelas piadas toscas do Fozzie, o humor surreal do Gonzo ou as loucuras do Animal, sempre valia a pena assistir. Claro, o Caco e a Piggy eram chatos, mas nenhum desenho é perfeito.

5 -- Cavalo de Fogo

Tem uma coisa impressionante em Cavalo de Fogo. Apesar de eu lembrar desse desenho ocupando minha infância inteira, só foram feitos para ele 13 episódios. TREZE! E passava diariamente. Na história da princesa exilada na Terra que vai e volta ao seu planeta natal Dar-Shan com seu cavalo mágico para enfrentar sua tia que roubou o trono, mais marcante que a aventura, só mesmo a desafinada clássica da abertura dublada:

“…que um dia raiiiiiiiiiiiiiiiinha eu seria…”

4 -- Ducktales -- Os Caçadores de Aventuras

A partir desse ponto, começa a briga de cachorros grandes. Ou, nesse caso, de patos grandes. Ducktales teve o mérito de pegar 4 personagens bundões do universo Disney (Tio Patinhas, Huguinho, Zezinho e Luisinho) e transformá-los nos maiores símbolos de aventura que nossa infância viu. E ainda tinha o Capitão Boeing, que era hilário.
Taí um desenho sensacional.

3 -- Thundercats

Muito antes da Internet colocar os gatos na moda, esses felinos já eram idolatrados. Os sobreviventes do planeta Thundera que came no Terceiro Mundo precisam enfrentar ninguém menos que o melhor vilão da história dos desenhos, Mumm-Ra, que recruta os mutantes que destruíram o planeta natal dos Thundercats. Tudo para roubar o Olho de Thundera preso ao punho da Espada Justiceira.
Um clássico.

2 -- He-Man e os Mestres do Universo

Ok, as lições de moral no fim de cada episódio eram cretinas, e um cara musculoso e bronzeado com sunga de pelúcia é no mínimo suspeito, como já falamos aqui no blog antes. Mas quem se importa com isso quando se tem 7 anos de idade? O que valia era ver He-Man e o grupo mais variado e carismático de aliados enfrentando diversos vilões (igualmente carismáticos) para defender Etérnia do Esqueleto. E o desenho ainda tinha a melhor coleção de brinquedos que os anos 80 já viram.

1 -- Caverna do Dragão

Ducktales divertia todo mundo, Thundercats e He-Man empolgavam com suas aventuras. Mas nenhum desenho causou a fascinação nas crianças dos anos 80 como Caverna do Dragão. Seja pelo seu número reduzido de episódios, pelo final que nunca foi produzido (e que, por conta disso, gerou vários rumores falsos de finais “infernais”) ou simplesmente pela história do desenho, que contava as aventuras de 6 jovens que durante uma visita a um parque de diversões acabam entrando em um portal para um outro mundo, onde são perseguidos pelo Vingador contam com a ajuda do Mestre dos Magos e a pentelhação da Uni.
Nunca um mago foi tão sorrateiro, nunca um unicórnio foi tão odiado, e nunca um desenho foi tão adorado.

Era bom, né? Isso sem contar as séries, como Alf, Super Vicky, Jaspion, Changeman, etc. E se levarmos em conta o que veio no começo dos anos 90, fica ainda melhor, com Tiny Toons, Animaniacs, e até Cavaleiros do Zodíaco (que era ruim, mas era bom), que apesar de ser dos anos 80, só apareceu por aqui em 95.

Por Alexandre Esposito


saudades de ser criança e contar as horas pra chegar o dia seguinte e assistir tudo outra vez, os desenhos repetidos centenas de vezes!!!



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Aprendendo a educar


Era uma sessão de terapia. “Não tenho tempo para educar minha filha”, ela disse. Um psicanalista ortodoxo tomaria essa deixa como um caminho para a exploração do inconsciente da cliente. Ali estava um fio solto no tecido da ansiedade materna. Era só puxar o fio… Culpa. Ansiedade e culpa nos levariam para os sinistros subterrâneos da alma. Mas eu nunca fui ortodoxo. Sempre caminhei ao contrário na religião, na psicanálise, na universidade, na política, o que me tem valido não poucas complicações. O fato é que eu tenho um lado bruto, igual àquele do analista de Bagé. Não puxei o fio solto dela. Ofereci-lhe meu próprio fio. “Eu nunca eduquei os meus filhos…”, eu disse. Ela fez uma pausa perplexa. Deve ter pensado: “Mas que psicanalista é esse que não educa os seus filhos?”. “Nunca educou os seus filhos?”, perguntou. Respondi: “Não, nunca. Eu só vivi com eles”. Essa memória antiga saiu da sua sombra quando uma jornalista, que preparava um artigo dirigido aos pais, me perguntou: “Que conselho o senhor daria aos pais?”. Respondi: “Nenhum. Não dou conselhos. Apenas diria: a infância é muito curta. Muito mais cedo do que se imagina os filhos crescerão e baterão as asas. Já não nos darão ouvidos. Já não serão nossos. No curto tempo da infância há apenas uma coisa a ser feita: viver com eles, viver gostoso com eles. Sem currículo. A vida é o currículo. Vivendo juntos, pais e filhos aprendem. A coisa mais importante a ser aprendida nada tem a ver com informações. Conheço pessoas bem informadas que são idiotas perfeitos. O que se ensina é o espaço manso e curioso que é criado pela relação lúdica entre pais e filhos”. Ensina-se um mundo! Vi, numa manhã de sábado, num parquinho, uma cena triste: um pai levara o filho para brincar. Com a mão esquerda empurrava o balanço. com a mão direita segurava o jornal que estava lendo… Em poucos anos, sua mão esquerda estará vazia. Em compensação, ele terá duas mãos para segurar o jornal.
- Rubem Alves.